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Nome de vereador é usado para aplicar golpe

 

Um dos alvos dos bandidos foi uma casa de material de construção

Amanda Quintiliano

Marcelo Lopes

Estelionatários tentaram aplicar golpe em uma casa de material de construções, no bairro Icaraí, em Divinópolis, nesta terça-feira (06). Os bandidos usavam o nome do vereador, Rodrigo Kaboja (PSD). O boletim de ocorrência foi registrado na tarde de hoje pelo parlamentar.

Ao PORTAL, o vendedor responsável pelo atendimento, que preferiu preservar a identidade e o nome da empresa, contou que o estelionatário fez o primeiro contato no sábado (03). Ele pediu o orçamento de uma lista de materiais em nome do vereador e solicitou que entregasse em uma fazenda.

“Na segunda (05) calculei, passei para ele. Ele disse que iria fazer o depósito. Eu falei que não precisava, que teria que ser TED ou DOC. Mas, não fez nada”, lembrou.

Hoje (06) pela manhã, o bandido enviou um WhatsApp para o vendedor informando que estava depositando o dinheiro da compra, no total de R$5,8 mil.

“Ele pediu que eu verificasse o extrato e me passou um outro número de telefone, dizendo que era do assessor do Kaboja, um tal de João. Quando eu adicionei este número apareceu a foto do vereador”, conta.

O bandido, em seguida, informou que havia depositado R$14 mil, ou seja, R$8,2 mil a mais que o valor orçado. Diante disso, pediu que o vendedor transferisse para ele a diferença.

Ao ver o extrato, o vendedor constatou que o depósito foi feito por envelope em caixa eletrônico no valor de R$14 mil. Entretanto, suspeitando do golpe, disse que só despacharia os materiais e faria a devolução mediante compensação do valor.

O vendedor, então, acionou a gerência do banco dele que confirmou o depósito por envelope, feito em uma agência de Cuiabá, no Mato Grosso.

“Como vi ser um golpe liguei na câmara para verificar e a assessoria do Kaboja disse que ele não havia pedido nenhuma compra”, relata.

Ao dar o tempo necessário para a compensação, o envelope foi devolvido por não ter nenhum dinheiro dentro dele.

Os contatos telefônicos e informações foram repassadas para o vereador que procurou a delegacia. O caso será investigado.

“Ficamos aliviados que não tenha causado nenhum prejuízo para o depósito”, afirma Kaboja.

 

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