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Cleitinho dá ultimato à Copasa e fala em ocupação do prédio

Júlia Sbampato

O vereador de Divinópolis, Cleitinho Azevedo (PPS) deixou de lado a diplomacia e falou em ocupação do prédio da Copasa caso o problema de abastecimento de água não seja regularizado até esta quarta-feira (13). O ultimato foi dado durante reunião ordinária desta terça-feira (12).

“A Copasa está aqui na cidade só para sugar. O que ela deixa de útil para a população […] Fazer manifesto, sair na rua não. Que frescuragem sair na rua. Vamos entrar dentro da Copasa e não deixar ela trabalhar mais”, afirmou.

Cleitinho parece ter aceitado a sugestão do deputado estadual, Fabiano Tolentino (PPS) para mobilizar a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele disse que há três provas suficientes para romper o contrato: desabastecimento constante e sem informação prévia, ausência de tratamento de água e de tratamento de esgoto.

Manifestação

Moradores do bairro Jardinópolis de Divinópolis chamaram a atenção da Copasa em participação na reunião da Câmara Municipal nesta terça-feira (12). De crianças a idosos, eles mostram a indignação com o descaso da companhia com a cidade e já decretaram que não vão pagar apenas pelo ar que estão recebendo.

Marcia Pereira, moradora do Jardinópolis, conta que desde quinta-feira (7) a água não chega aos canos das casas. Em ligações realizadas diversas vezes para a Copasa, a única resposta que os moradores conseguem é de que a água seria estabelecida em determinado horário, mas a promessa não é cumprida.

A última notificação da Copasa era de que a água seria totalmente reestabelecida na tarde do último domingo (10), mas mais uma vez, não aconteceu. Os moradores decidiram, então, fazer um movimento de repúdio bloqueando uma das entradas do bairro Jardinópolis.

O movimento teve início na segunda-feira (11). A Polícia Militar esteve presente, mas ameaçaram atirar com balas de borracha caso os moradores não desobstruíssem a entrada. Os manifestantes decidiram continuar o movimento em outro local, e mais quatro viaturas foram dar apoio.

Márcia conta que em algumas ligações para a Copasa, é alegado que a água já foi estabelecida no local. Mas a realidade é que chega, de fato, apenas nas áreas mais baixas, e assim que as caixas são abastecidas, o registro é fechado, não permitindo que as casas localizadas em partes mais altas do bairro tenham o abastecimento.

Karla Fernandes mora no bairro há seis anos, mas conta que tem vizinhos que sofrem com esse tipo de problema há muitos anos. Foi prometida a entrega de dois caminhões pipa para realizar o abastecimento das caixas d’água, mas apenas um foi entregue e nem a metade das casas receberam a água.

Etiene Stefani comenta sobre a quantidade de pessoas que ficaram e ainda estão doentes, provavelmente devido à qualidade da água que estava sendo entregue antes de ser interrompida, e que a Copasa alegou não ter nenhum risco à saúde.

 “Falaram para gente que a água não tinha nada. Nessa parte eu concordo com eles, não tinha nada de qualidade”, diz a moradora indignada.

Os moradores já afirmaram que não vão pagar a conta de água esse mês porque apesar de não estarem recebendo o liquido, o registro continua a girar com a pressão do ar, totalizando contas de mais de R$200 reais por casa.

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